quinta-feira, 24 de julho de 2008

Coisas marcantes

1 - Comprei um filme de Bergman chamado Através de um espelho. Assisti. É protagonizado por Harriet Andersson. Sua personagem sofre de distúrbios mentais. Sua crise de ausência é interrompida pela visão de Deus em forma de aranha. Seu susto a leva a relizar os seguintes movimentos: encosta-se na parede ergue uma perna e apóia o pé na parede, ergue a outra perna e apóia o outro pé na parede; é detida pelo marido, desvencilha-se do corpo dele empurrando-o e deixando-se escorregar; dá um giro; encontra outra perede, que a repele para outra parede. Isso me marcou.

2 - Hoje dei aula com Andrea para os participantes do ENECOM, na UFF. Estava nervoso, afinal eram pessoas da minha idade, estudantes do país inteiro. Umas 25 pessoas fizaeram a oficina e gostaram, eu e Andrea também gostamos. Elogiaram nosso método. O clima estava bom, eles estavam soltos e abriram espaço para discussões e críricas, eram felizes, tinham sotaques diferentes, tiraram fotos. Eu e Andrea saímos de lá meio bestas. Eu não me sentia capaz de dar aula. Até hoje não me sinto. Mas fui capaz dessa vez e fui capaz outras vezes. Isso me marcou.

3 - Fui pra Niterói da barca e voltei de ônibus. A barca não me dá medo. Sei que se ela afundar, terei tempo para pegar um colete, pualr na água com certa tranqüilidade e frieza. Mas se o ônibus 100 cair da ponte é outra história. O 100 vem beirando a ponte. Vim o caminho todo pensando: se ele cair, seu peso, ele próprio vai me arrastar por fundo, eu tenho medo do fundo. Isso me marcou.