O que fazia, já sabia o efeito, de ouvir falar. Mas o que era não era nada, ninguém dizia nada, e agora fazia falta. O eu próprio sem ação. Eu relevo, traço, ponto. Tudo o que renegara proclamando “o que importa é o que se faz e não o que se é”. Mas estava fazendo falta. Pois fazia seu ser sozinho, como que sem resposta. E se tornou um fazer. E deixou de ser. De modo que, na segunda-feira, ao olhar se no espelho, viu um grande buraco na terra feito por uma escavadeira, como se fosse todo vazio e membros.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Cadê?
Algo que deveria ser escrito com traços finos... traços que se partissem com um sopro. Fecho os olhos e eles resistem, não se partem, e ficam parados, na beira, crispados no silêncio.
terça-feira, 15 de junho de 2010
Prazo de validade
Senti um sofrimento e um vento
Correndo do peito até as narinas
Foi por ninguém não – por mim.
A balança não pesa
Pena de mim – de ninguém não.
Vento gelado de supermercado.
Coração arregalado
Cercado por linhas finas
Há coisas que não tem preço
E há coisas que não prestam
Não me reconheço
Porque esqueço que minha própria vida é uma prateleira
Uma gôndola.
A balança não pesa – surpresa!
quarta-feira, 2 de junho de 2010
S
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