segunda-feira, 28 de junho de 2010

Corpo... fazia seu ser sozinho

O que fazia, já sabia o efeito, de ouvir falar. Mas o que era não era nada, ninguém dizia nada, e agora fazia falta. O eu próprio sem ação. Eu relevo, traço, ponto. Tudo o que renegara proclamando “o que importa é o que se faz e não o que se é”. Mas estava fazendo falta. Pois fazia seu ser sozinho, como que sem resposta. E se tornou um fazer. E deixou de ser. De modo que, na segunda-feira, ao olhar se no espelho, viu um grande buraco na terra feito por uma escavadeira, como se fosse todo vazio e membros.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Cadê?

Algo que deveria ser escrito com traços finos... traços que se partissem com um sopro. Fecho os olhos e eles resistem, não se partem, e ficam parados, na beira, crispados no silêncio.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Prazo de validade

Senti um sofrimento e um vento

Correndo do peito até as narinas

Foi por ninguém não – por mim.

A balança não pesa

Pena de mim – de ninguém não.

Vento gelado de supermercado.


Coração arregalado

Cercado por linhas finas


Há coisas que não tem preço

E há coisas que não prestam


Não me reconheço

Porque esqueço que minha própria vida é uma prateleira

Uma gôndola.

A balança não pesa – surpresa!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

S


Meu novo trabalho como ator:

S

direção de Marcela Andrade

a partir de contos de Anton Tchékhov

de 10 a 22 de junho (exceto dias 15 e 20)

às 20:30 na UNIRIO (Palcão)