terça-feira, 29 de julho de 2008

Qualquer coisa

Eu tinha muito medo de dizer. É ainda com com muito medo que eu digo. Esse medo todo do qual a gente falou, assumir esse medo só me deixou com mais medo. Medo de tomar qualquer atitude, de dizer qualquer coisa, como se eu estivesse segurando uma bola ensaboada, como se estivesse andando numa esteira rolante. Deixei que as coisas andassem sozinhas - elas não andaram, só me mostraram - mais uma vez - meu rosto. Me vi. Não agüento mais me encontar [me perde me perde por favor]. Os fatos são estáticos. Estão aí. Eu que faça com eles o que bem entender.
Se eu ficar mudo vou me tornar indiferente.
Se eu falar vou me tornar apaixonado.
Não queria parecer. Sou apenas eu, Lucas, estou com saudade do seu sotaque do seu peso sua língua na minha boca e na minha barriga
seus olhos úmidos e tudo mais. Não dê tempo e vazio pra eu sonhar, porque eu sonho fácil fácil. Estou sempre roxo, me diga se prefere vermelho ou azul. Quando a gente se encontrar de novo não vou saber como agir.
Ah, não estou cobrando nada, notando nada, nada. Só tô tentando dizer qualquer coisa. É uma forma confusa de dizer que penso em você.