terça-feira, 24 de novembro de 2009

Versinhos

Se meu corpo dói por dentro e por fora

É de fraqueza,

Mas quando ele chora

É por franqueza.

Não se pode olhar pra dentro

Sem a vibração de um grito

Melhor assim:

Quando não choro

Eu acredito.

Não se pode olhar pra fora

Sem entender o que é bonito:

Viro meus olhos pra dentro

E minto.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Alice se torna rainha

Sim, vamos ao Centro comprar tênis e camisetas, porque, me disseram, com essa camiseta listrada eu fico bonito. O espaço é o lugar vivido. O caminhar fala - por ande andei? O que vi enquanto andei? O que não vi enquanto meu corpo falava? Amor capitalista, sonho com o que poderia ser. Da mesma forma a dor: não saber mais perceber e querer dar nome aos bois. A influência do capitalismo sobre as relações - sexo é política e é muito revelador. Sem falar na necessidade de destruir por dentro (por quê? pra que ninguém veja?). E a capacidade de agüentar a destruição. E o júbilo ao poder destruidor. Bambu. Um veado, uma cega, um bambu. Comunicando. Grandes, pequenos, estrangeiros desejos. Se me dissessem algo dentro de um determinado contexto, antes que me dissessem eu deveria determianr a hora de dizer: agora - mas o contexto passou e eu fiquei sem palavra. Insegurança gera incompreensão do todo, alienação à respiração e isolamento disfarçado de arrogância. Alice se torna rainha. Onde é que você estava? Quer me matar do coração?

sábado, 7 de novembro de 2009

Medo de crise

...E se aumentar? E se eu não conseguir segurar o pensamento e ficar parado sem agir com os olhos abertos e distantes, apertando com os dedos as costuras da roupas? E se eu continuar chorando por imagens que invento? E se for um vício sofrer, pensar em sofrer? E se eu despertar sempre me punindo? E se eu começar a falar sozinho?...

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Duas coisinhas:

(Primeira)
Eu disse aí embaixo que não acreditava no ser. Mas acredito sim. Só não acredito muito no sou e no é.

(Segunda)
"Por favor
Pega minha dor e mata"