Sempre criei dores para... criar? Sempre inventei dores para criar. E das dores reais não pude fazer muita coisa. As que inventei também são reais, na verdade. Eu as inventei, elas existem. Mas têm coisas que não dependem de mim.
Perdi minha melhor amiga. Não sei se tudo estava realmente bem entre a gente. Ainda estou perdido e, apesar de dizer que estou bem, sei que não estou. E não é uma relação óbvia, não identifico minha tristeza. Só tenho quase certeza da raiz dela e estou ficando um pouco intransigente, seco, apressado, excessivamente expressivo.
Descobri há alguns minutos que meu primeiro namorado morreu. Uma pessoa que eu amei muito, e da qual tive muita raiva também, como se fossem duas pessoas. A morte quebra tudo, fica só uma dor, uma lembrança vaga (vaga mesmo, porque fazia muito tempo que eu não o via), e uma vontade de tocar no rosto dele.
Há pessoas que ressurgem. Que voltam de momentos muito parecidos. Como se tudo tivesse sido um sonho mesmo. Como se a Amanda tivesse sido um sonho maravilhoso e agora eu tivesse que tomar um café e recomeçar uma vida de merda. Tenho medo que as pessoas que voltam se deparem com alguém muito diferente, alguém que não vai sorrir à toa, que vai rir do que ninguém acha graça. Ontem me disseram que eu estou um pouco violento.
Hoje não posso dizer EU QUERO ser feliz. Hoje eu não sei o que dizer. Eu queria exibir minha dor, da maneira mais egoísta. Gritar meu choro. Um choro que mostrasse minha família vindo do sertão, minha educação repressora e superprotetora, meu medo, minha falta, meu peso, minha falta de apetite, a vida da Amanda, Claudio, Quintino, chuva, São Cristóvão, poeira, Catete, atravessar o jardim rapidamente, vergonha de mim..............................
Perdi minha melhor amiga. Não sei se tudo estava realmente bem entre a gente. Ainda estou perdido e, apesar de dizer que estou bem, sei que não estou. E não é uma relação óbvia, não identifico minha tristeza. Só tenho quase certeza da raiz dela e estou ficando um pouco intransigente, seco, apressado, excessivamente expressivo.
Descobri há alguns minutos que meu primeiro namorado morreu. Uma pessoa que eu amei muito, e da qual tive muita raiva também, como se fossem duas pessoas. A morte quebra tudo, fica só uma dor, uma lembrança vaga (vaga mesmo, porque fazia muito tempo que eu não o via), e uma vontade de tocar no rosto dele.
Há pessoas que ressurgem. Que voltam de momentos muito parecidos. Como se tudo tivesse sido um sonho mesmo. Como se a Amanda tivesse sido um sonho maravilhoso e agora eu tivesse que tomar um café e recomeçar uma vida de merda. Tenho medo que as pessoas que voltam se deparem com alguém muito diferente, alguém que não vai sorrir à toa, que vai rir do que ninguém acha graça. Ontem me disseram que eu estou um pouco violento.
Hoje não posso dizer EU QUERO ser feliz. Hoje eu não sei o que dizer. Eu queria exibir minha dor, da maneira mais egoísta. Gritar meu choro. Um choro que mostrasse minha família vindo do sertão, minha educação repressora e superprotetora, meu medo, minha falta, meu peso, minha falta de apetite, a vida da Amanda, Claudio, Quintino, chuva, São Cristóvão, poeira, Catete, atravessar o jardim rapidamente, vergonha de mim..............................
Um comentário:
Sentimento é uma coisa engraçada...quando penso no Claúdio penso assim mas de outra forma.Boa parte do q vc escreveu condiz comigo(talvez em poproção menor q a sua) vc tem esse dom de passar pro papel o seu sentimento!
amo te!!
Lúcia Helena!
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