sábado, 23 de agosto de 2008

O esforço é grande. O desânimo também. Tô me entregando. E não agüento mais. Estudar, estar em cena, nada disso dá mais conta. Falta a inspiração da vida. O banho não refrescou nada nada a cabeça. A mão core pelo teclado sem saber o que digitar. Pausas. Levanto, sento. O que está acontecendo? O que está acontecendo? Não adianta mais escrever se não há resposta. Nem negativa, nem um esculacho me passam. Então emudeço para certas coisas que já estão pra lá de remoídas, mesmo sendo tão simples, quer dizer, nem tanto, mas são bem mais leves do que parecem. Elas são pesadas onde parecem ser leves, onde há risinhos e gracejos. É aí que está o centro da angústia. Me colocar na posição de Bela Adormecida me enjoou e me cansou muito. Mas vou caminhando assim mesmo. Desde o último show dos Los Hermanos - Amanda me disse que eu ia me arrepdender se não fosse - até a conversa mais banal de botequim meu deus meu deus...
Minha própria voz cantando música de amor. Está tão calma e cristalina que nem parece que sou e que a dor é minha. A não ser que minha dor seja cristalina mesmo. O que posso exigir dos outros? o que posso exigir de mim? Ai, novamente não. Não.
Tomara que as ruas me digam qualquer coisa.
Cristalina?...
Se... cristalizou? Ai.
Aaaaaaaaaaaah!

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