Ontem fui a um lugar onde eu ia na infância. Lá eu brincava livre, corria de cueca verde pela grama verde e achava que tudo era meu. Ontem eu só queria um cigarro (sim, é clichê, mas eu queria um cigarro) ou qualquer outra coisa cilíndrica para segurar e por na boca.
Talvez eu já soubesse de tudo, e não apenas tudo de mim, mas da solidão que transpassa a história de todo homem, como uma lança cravada no meio da eternidade, deixando um vão, um rasgo imenso, que é de todos - sim, porque não quero estar só sozinho. Há um lençol freático no subterrâneo da gente, eu sei: a água está secando, secando... agora é só ar, ar e gotas marcando o tempo.
Talvez eu já soubesse de tudo, e não apenas tudo de mim, mas da solidão que transpassa a história de todo homem, como uma lança cravada no meio da eternidade, deixando um vão, um rasgo imenso, que é de todos - sim, porque não quero estar só sozinho. Há um lençol freático no subterrâneo da gente, eu sei: a água está secando, secando... agora é só ar, ar e gotas marcando o tempo.
2 comentários:
ficaremos só juntos, ouvindo Dolores Duran tomando Vodka barata, fumando com piteira, e com rímel borrando a cara toda
Ah sim, por favor, acompanhe-me em minha dor. Minina, se tu fosse hômi!!hahaha!
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